Motoristas usam adesivo para impedir leitura da placa por radares

Nos últimos anos, tem crescido o número de motoristas que recorrem a adesivos, películas e sprays com a promessa de impedir ou dificultar a leitura das placas por radares eletrônicos. Vendidos muitas vezes como “anti-multa” ou “invisíveis”, esses produtos são divulgados nas redes sociais como uma suposta solução para escapar da fiscalização de trânsito. Mas a prática é ilegal, ineficaz e pode trazer consequências graves.

Como funcionam esses adesivos?

Os adesivos costumam ser transparentes ou reflexivos e são aplicados sobre os números e letras da placa. A promessa é que o material reflita o flash do radar ou confunda as câmeras, tornando a placa ilegível nas imagens. No entanto, os radares modernos utilizam tecnologias avançadas de leitura óptica, capazes de identificar placas mesmo com interferências visuais.

Na prática, muitos motoristas acabam sendo flagrados não por excesso de velocidade, mas por adulteração do sinal identificador do veículo.

O que diz a lei?

O Código de Trânsito Brasileiro é claro: qualquer alteração que dificulte ou impeça a identificação da placa é infração gravíssima. Isso inclui adesivos, películas, tintas, parafusos irregulares ou qualquer objeto que modifique a visibilidade original.

As penalidades são severas:

  • Multa elevada
  • Perda de pontos na CNH
  • Retenção do veículo para regularização

Em alguns casos, a conduta pode até ser enquadrada como crime, especialmente se houver intenção comprovada de burlar a fiscalização.

Um risco além da multa

Mais do que uma infração administrativa, o uso desses artifícios representa um risco à segurança pública. A placa é o principal meio de identificação de um veículo em casos de acidentes, crimes, fugas ou socorro emergencial. Torná-la ilegível dificulta investigações e pode atrasar atendimentos vitais.

Além disso, a tentativa de burlar o sistema reforça uma cultura perigosa: a de que regras existem para ser dribladas, e não respeitadas.

Fiscalização mais atenta

Com o aumento dessa prática, agentes de trânsito e forças policiais passaram a redobrar a atenção. Veículos com placas adulteradas são facilmente identificados em blitze, câmeras urbanas e até por sistemas inteligentes de monitoramento.

Ou seja, o que muitos acreditam ser uma “vantagem” acaba se transformando em mais prejuízo e dor de cabeça.

Conclusão

Usar adesivos para impedir a leitura da placa não é liberdade, é infração consciente. Em vez de investir em soluções ilegais, o caminho mais seguro — e econômico — continua sendo o mais simples: respeitar as leis de trânsito.

No fim das contas, a fiscalização não existe para punir, mas para proteger vidas. E nenhuma multa vale mais do que isso.

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