Há um ano sob gestão da PBH, Novo Anel registra redução de acidentes, melhorias na mobilidade e infraestrutura

Em apenas um ano de nova gestão, o Novo Anel, municipalizado desde 3 de junho de 2025, já contabiliza resultados importantes alcançados através das ações promovidas pela Prefeitura de Belo Horizonte. A principal delas é a garantia de maior segurança para os motoristas, com a redução de acidentes na via, em especial os acidentes com vítimas.

De acordo com dados do Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais, entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 1.125 sinistros de trânsito no Novo Anel, frente a 1.402 ocorrências contabilizadas no mesmo período de 2025, quando a via ainda não era municipalizada. O dado mostra uma redução de 19,8% dos acidentes no primeiro quadrimestre deste ano. Também houve queda expressiva nos sinistros com vítimas, que passaram de 206 de janeiro a abril de 2025, para 145 casos no mesmo período deste ano, o que representa uma redução de 29,6%.

“Esses números representam o resultado mais importante dessa municipalização do Novo Anel, são vidas salvas. Esse é o foco principal da nossa gestão, garantir que as pessoas tenham mais segurança ao trafegar pela via. Claro que as obras são importantes, a limpeza, a mobilidade. Mas salvar vidas sempre será o nosso principal objetivo”, ressalta o prefeito Álvaro Damião.

Uma das medidas adotadas para aumentar a segurança da via foi a implantação de 22 pontos de controle eletrônico de velocidade, que entraram em operação em fevereiro de 2026. Os equipamentos substituíram os antigos dispositivos administrados pelo DNIT e tiveram seus locais definidos a partir de estudos técnicos que identificaram pontos com maior potencial de risco e necessidade de melhoria da fluidez do tráfego.

Um dos grandes desafios é garantir a mobilidade com segurança dos mais de 120 mil veículos que trafegam diariamente na via. Mais de 400 agentes da BHTRANS e da Guarda Municipal foram capacitados e atuam diariamente, 24 horas por dia no trecho, com o apoio de diversos técnicos do Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) registrando as ocorrências e acionando os demais serviços da Prefeitura.

As equipes também atuam em conjunto com serviços de manutenção urbana, como recapeamento, tapa-buracos, poda de árvores, retirada de resíduos, limpeza das drenagens e em apoio a operações especiais, como desvios em função de obras e o deslocamento de cargas superdimensionadas.

Outro avanço importante foi o fortalecimento do monitoramento da via. Foram implantadas 10 câmeras de videomonitoramento pela BHTrans e 40 pelo Centro de Operações da Prefeitura/Guarda Municipal. Portanto, já são 50 câmeras instaladas no Novo Anel que realizam o monitoramento do trânsito, melhorando a fluidez da via com a identificação mais ágil das ocorrências e a liberação do tráfego.

Cabe ressaltar que a Prefeitura de Belo Horizonte assumiu a gestão de 22,4 quilômetros do Novo Anel, entre o Bairro Olhos D’Água e a Avenida Cristiano Machado. O outro trecho do Anel ainda segue sob gestão do Dnit.

Limpeza, manutenção e obras

Desde junho do ano passado, equipes de limpeza da Prefeitura já recolheram mais de 1,6 mil toneladas de lixo ao longo do trecho municipalizado. Entre os serviços mais frequentes estão capina, roçada, remoção de lixo descartado irregularmente e recolhimento de animais mortos.

Também foram executadas mais de 700 operações tapa-buracos, distribuídas nas regionais Oeste, Barreiro, Noroeste, Pampulha e Nordeste. Além disso, mais de 10 quilômetros de trechos receberam obras de recapeamento, em especial os acessos e saídas do Anel Rodoviário, como os acessos pelas avenidas Amazonas, Cristiano Machado, Antônio Carlos, Carlos Luz e BR-040.

Já está em andamento a licitação para a elaboração de projetos e execução das obras de substituição de três passarelas de pedestres localizadas no Novo Anel (Bairro Madre Gertrudes, Bairro Bernadete e Trevo São Francisco, no Bairro Cachoeirinha). O projeto prevê a contratação integrada de serviços técnicos especializados, incluindo a desmontagem e a remoção das estruturas existentes e a implantação de novas passarelas com padrões modernos de acessibilidade e segurança.

A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) também já iniciou as obras de readequação viária na interseção do Novo Anel com a Via Expressa. O objetivo é melhorar a infraestrutura viária no ligamento da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek (Via Expressa) com o Novo Anel, possibilitando mais segurança e fluidez no trânsito em um dos principais acessos da capital. A Prefeitura está investindo, com recursos próprios, R$ 32,6 milhões neste empreendimento. O prazo previsto de conclusão dos trabalhos é para o segundo semestre de 2027.

Área de escape

A PBH anunciou em maio deste ano a implantação de duas novas áreas de escape para contenção de veículos com falhas mecânicas no Novo Anel. As estruturas serão construídas nos quilômetros 540 e 539, na descida do bairro Betânia. O objetivo é ampliar a segurança para motoristas e reduzir o risco de acidentes graves envolvendo veículos pesados.

A área de escape existente no Novo Anel, construída pela Prefeitura de Belo Horizonte, já evitou 20 potenciais acidentes graves com veículos de carga desde a sua criação em agosto de 2022.

Nova sinalização e organização do tráfego

Entre as intervenções realizadas pela Prefeitura está a revisão da sinalização viária do Novo Anel. Em 2025, os limites de velocidade foram padronizados e a sinalização do Novo Anel foi ajustada conforme as características de cada trecho, estabelecendo velocidades compatíveis com as condições de circulação e segurança da via.

Também foram implantadas novas placas de regulamentação reforçando a obrigatoriedade de veículos de grande porte trafegarem na faixa da direita, proibindo a circulação à esquerda. A medida visa organizar o tráfego de veículos pesados e leves para aumentar a segurança viária no Novo Anel. Ao todo foram instaladas 94 placas entre junho/2025 e maio/2026.

Segurança

A Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte mantém atuação 24 horas por dia no Novo Anel, com fiscalização estratégica voltada à prevenção de acidentes e à melhoria da fluidez do trânsito. As equipes atuam com foco na redução de riscos e na preservação de vidas, realizando ações de orientação, prevenção e apoio em situações de emergência. Trechos com maior incidência de acidentes e congestionamentos recebem atenção prioritária da Corporação.

Para essa atuação, os guardas municipais participaram de capacitações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), sendo realizado um curso para 176 agentes da Guarda para atuação em rodovias, com foco especial no Anel Rodoviário. Além disso, foi realizado um curso com a Delegacia de Repressão a Furto de Veículos da Polícia Civil, com o foco na identificação veicular.

A iniciativa ampliou a capacidade operacional da Guarda em áreas estratégicas da cidade, promovendo mais segurança viária e integração com outras forças de segurança.

A Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte atendeu, entre junho de 2025 e maio de 2026, 191 ocorrências no Anel Rodoviário. A maior parte dos atendimentos está relacionada aos acidentes de trânsito: 115 registros, sendo 61 sem vítimas e 54 com vítimas. Leia mais...

O alto preço das tragédias nas estradas brasileiras

Acidentes de trânsito vão muito além dos números frios das estatísticas. A cada colisão grave, o país acumula perdas humanas irreparáveis, famílias desestruturadas e um impacto econômico silencioso que pesa sobre toda a sociedade. Mortes, sequelas permanentes, afastamentos do trabalho, gastos hospitalares e prejuízos materiais transformam as rodovias e vias urbanas em um dos maiores desafios de saúde pública e mobilidade.

Em Minas Gerais e em todo o Brasil, ocorrências envolvendo excesso de velocidade, imprudência, direção sob efeito de álcool, uso do celular ao volante e falhas de infraestrutura seguem entre os principais fatores de risco. Embora campanhas educativas e ações de fiscalização avancem, especialistas apontam que o comportamento humano ainda é decisivo na maioria dos casos. Leia mais...

Educação no trânsito começa na infância: como formar futuros motoristas mais conscientes?

Quando se fala em segurança no trânsito, muita gente pensa imediatamente em multas, fiscalização, leis mais rígidas e punições para motoristas imprudentes. No entanto, um dos caminhos mais eficazes para reduzir acidentes começa muito antes da primeira habilitação: na infância.

Formar motoristas conscientes não começa aos 18 anos, durante as aulas de direção. Começa dentro de casa, na escola e nos pequenos comportamentos observados diariamente pelas crianças. Afinal, antes de aprender a dirigir, é preciso aprender a conviver, respeitar regras, exercer empatia e compreender o valor da vida no espaço coletivo. Leia mais...

CNH Suspensa: Quais Infrações Mais Tiram Motoristas das Ruas?

Perder o direito de dirigir é uma situação que muitos motoristas só levam a sério quando recebem uma notificação em casa. A suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode ocorrer por acúmulo de pontos ou pela prática de infrações consideradas gravíssimas pela legislação brasileira. Além de afetar a mobilidade, a penalidade pode gerar prejuízos financeiros, dificuldades profissionais e até problemas legais para quem insiste em dirigir irregularmente.

Muitos motoristas acreditam que a suspensão acontece apenas após dezenas de multas, mas nem sempre é assim. Em diversos casos, uma única infração pode ser suficiente para afastar temporariamente o condutor das ruas. São as chamadas infrações autossuspensivas, que, por sua gravidade, já podem levar diretamente à abertura do processo de suspensão da habilitação. Leia mais...

Usar cinto no banco de trás também salva vidas

Muita gente ainda acredita que o banco traseiro é naturalmente mais seguro e, por isso, dispensa o uso do cinto de segurança. Mas a realidade é exatamente o contrário: passageiros sem cinto no banco de trás podem sofrer ferimentos gravíssimos e ainda colocar em risco a vida de quem está nos bancos dianteiros.

Em uma colisão, mesmo em velocidades consideradas baixas, o corpo é arremessado com força extrema. Sem o cinto, o passageiro do banco traseiro pode bater contra os bancos da frente, vidros, teto do veículo ou até ser lançado para fora do automóvel. O impacto transforma o ocupante em um “projétil humano”, aumentando drasticamente as chances de morte e traumatismos severos. Leia mais...

Falhas na fiscalização e educação no trânsito ampliam riscos nas ruas

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Na prática, especialistas apontam que a presença do poder público ainda é percebida como pontual, e não contínua. Blitzes e operações costumam se intensificar em períodos específicos, como feriados, mas diminuem no dia a dia — justamente quando a maior parte das infrações ocorre. Essa oscilação contribui para a sensação de impunidade entre motoristas. Leia mais...

Rachas no trânsito colocam vidas em risco e ampliam número de acidentes

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Os rachas costumam ocorrer em avenidas largas e durante a noite ou madrugada, quando o fluxo de veículos é menor. No entanto, a alta velocidade e a disputa entre condutores reduzem drasticamente o tempo de reação diante de qualquer imprevisto, aumentando as chances de acidentes graves e fatais. Leia mais...

Cuidados essenciais com o transporte escolar: segurança que começa antes do embarque

O transporte escolar é uma etapa importante da rotina de milhares de crianças e adolescentes. Mais do que levar e trazer alunos, esse serviço envolve responsabilidade, atenção e cumprimento de regras que garantem a segurança de todos. Pais, motoristas, escolas e o poder público têm papéis fundamentais nesse processo.

O primeiro cuidado começa com o veículo, que deve estar devidamente licenciado, identificado como transporte escolar e submetido a vistorias periódicas. Freios, pneus, cintos de segurança e iluminação precisam estar sempre em perfeito funcionamento, além da presença de sinalização obrigatória, como a faixa amarela com a inscrição “Escolar”. Leia mais...

Os perigos da passagem de nível entre rodovia e ferrovia

A convivência entre rodovias e ferrovias é um ponto crítico da mobilidade brasileira. As chamadas passagens de nível — locais onde trilhos e vias se cruzam no mesmo plano — representam um dos trechos mais perigosos do sistema de transporte. Apesar de parecerem comuns e até banais no dia a dia, esses cruzamentos concentram um alto risco de acidentes graves, muitas vezes fatais.

O principal problema está na diferença de dinâmica entre os veículos. Um trem pode levar centenas de metros para parar completamente, mesmo após o acionamento dos freios. Já carros, motos e caminhões dependem da atenção e reação imediata dos condutores. Quando há falha humana ou falta de sinalização adequada, o resultado pode ser devastador. Leia mais...

Do Asfalto aos Trilhos: A Transição da Rodovia para a Ferrovia no Brasil

O Brasil vive um momento estratégico em sua infraestrutura de transportes. Historicamente dependente do transporte rodoviário, o país começa a avançar rumo a um modelo mais equilibrado, com maior participação das ferrovias — uma mudança que promete impactos econômicos, ambientais e logísticos significativos.

Atualmente, cerca de 60% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias. Esse modelo, consolidado ao longo de décadas, trouxe praticidade, mas também desafios importantes, como o alto custo com combustíveis, maior emissão de poluentes, desgaste acelerado das estradas e um elevado número de acidentes. Essa dependência torna o transporte mais caro e menos eficiente, especialmente em trajetos de longa distância. Leia mais...