As festas de fim de ano costumam ser sinônimo de reencontros, celebrações e viagens. No entanto, os números do trânsito no Natal de 2024 revelam um cenário que exige atenção e mudança de comportamento. Foram 165 vidas perdidas nas estradas brasileiras, um aumento de 10% em relação ao Natal de 2023. Cada número representa uma história interrompida, famílias marcadas e um alerta que insiste em se repetir ano após ano.
As estatísticas mostram que as principais causas dos acidentes fatais permanecem as mesmas: ultrapassagens indevidas, falta do uso do cinto de segurança e o consumo de álcool ao volante. São atitudes conhecidas, amplamente divulgadas e, sobretudo, evitáveis. Ainda assim, seguem figurando entre os fatores que mais matam no trânsito.
Durante o período natalino, o fluxo intenso de veículos, aliado à pressa de chegar ao destino e à falsa sensação de controle, cria um ambiente propício a erros graves. O excesso de confiança e a negligência com regras básicas de segurança transformam a estrada em um espaço de risco, quando deveria ser apenas um caminho para o encontro e a celebração.
O balanço do Natal de 2024 não deve ser visto apenas como um dado estatístico, mas como um convite à reflexão coletiva. Em 2025, é urgente que a pressa dê lugar ao cuidado, a imprudência à responsabilidade e o volante à consciência. Pequenas escolhas fazem toda a diferença: não dirigir após beber, usar sempre o cinto de segurança e realizar ultrapassagens apenas quando houver total segurança.
No trânsito, não há espaço para improviso ou descuido. O melhor presente de Natal, e de qualquer dia do ano, é chegar vivo ao destino.
