Todos os dias, o Sistema Único de Saúde registra, em média, 710 internações por sinistros de trânsito no Brasil. Por trás desse número estarrecedor, estão vidas interrompidas, famílias impactadas e uma rede inteira de cuidados de saúde que precisa ser acionada às pressas.
O dado mais alarmante é que cerca de 470 dessas internações envolvem motociclistas. Jovens em idade produtiva, trabalhadores que usam a moto como meio de sustento e pessoas que, muitas vezes, ficam com sequelas permanentes. Cada leito ocupado representa dor, afastamento do trabalho, custos elevados ao sistema público e uma longa jornada de recuperação — quando ela é possível.
É fundamental compreender que sinistros de trânsito não são obras do acaso. Eles não acontecem por “fatalidade”, mas são resultado direto de comportamentos inseguros: excesso de velocidade, desrespeito às leis, uso inadequado — ou ausência — de equipamentos de segurança, consumo de álcool e falta de empatia no convívio viário.
Quando um sinistro acontece, o impacto ultrapassa o local da colisão. Ele chega às emergências hospitalares, ocupa equipes médicas, consome recursos públicos e deixa marcas profundas em quem sobrevive e em quem fica. Trata-se de um problema de saúde pública, que exige prevenção, fiscalização e, sobretudo, mudança de atitude.
A boa notícia é que esse cenário pode ser transformado. A segurança no trânsito começa em escolhas simples, feitas todos os dias:
- Reduza a velocidade.
- Use corretamente os equipamentos de segurança.
- Respeite o outro — pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas.
- Entenda que a vida não precisa correr risco para seguir em frente.
Cuidar do trânsito é cuidar de pessoas. Cada decisão responsável ao volante ou no guidão ajuda a salvar vidas, aliviar o sistema de saúde e construir cidades mais humanas e seguras.
