Um estudo nacional sobre mobilidade urbana aponta caminhos para transformar o transporte público brasileiro nas próximas décadas. Elaborado com participação do Ministério das Cidades e do BNDES, o levantamento apresenta um plano de longo prazo para ampliar sistemas coletivos de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país.
A proposta prevê investimentos em metrôs, trens urbanos, Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e corredores de ônibus estruturais, com o objetivo de reduzir o tempo de deslocamento da população e ampliar o acesso a oportunidades de trabalho e serviços. Segundo o estudo, diagnósticos detalhados já foram realizados em mais de 20 regiões metropolitanas, mapeando gargalos e identificando projetos prioritários.
Entre as referências internacionais analisadas está o modelo de corredores de ônibus de alta capacidade adotado em cidades como Bogotá, considerado um exemplo de eficiência operacional e diversificação de fontes de financiamento. A ideia é adaptar experiências bem-sucedidas à realidade brasileira, respeitando as características de cada região.
No total, o levantamento reúne quase duas centenas de projetos voltados à implantação, modernização e expansão das redes de transporte coletivo, somando milhares de quilômetros de novas linhas. O volume estimado de investimentos ultrapassa a casa dos centenas de bilhões de reais ao longo das próximas décadas.
Além de melhorar a mobilidade urbana, o estudo destaca impactos positivos na economia e no meio ambiente. A expectativa é de redução das emissões de poluentes, diminuição do número de acidentes e aumento da eficiência dos deslocamentos diários. Para especialistas, o planejamento de longo prazo pode representar um passo importante para tornar as cidades brasileiras mais acessíveis, sustentáveis e conectadas.
